O gerente e o líder (ou vice-versa)

Líderes são capazes de mobilizar pessoas em direção a um objetivo, através de seu poder de inspirar corações, infl uenciar mentes e obter atitudes. Esse é um poder de grande utilidade para as organizações modernas, que convivem em um ambiente cheio de concorrentes, assentado sobre a areia movediça da impermanência da economia, da tecnologia, do mercado e da política.
 
Em ambientes inconstantes, líderes são fundamentais, por isso queremos que nossos gerentes sejam líderes, mas há que se observar uma pequena sutileza: quando um gestor vira líder, ele começa a falar sobre causas; quando um líder vira gestor, ele representa a causa da empresa. Líderes sabem como mobilizar pessoas; gestores sabem para onde e como canalizar o esforço da produção. O poder de um associado à competência do outro forma a combinação ideal. O festejado Jack Welch, cuja primeira ação na cadeira de presidente da GE foi aconselhar-se com o guru Peter Drucker (que pregava: “A gestão é um elemento vital para qualquer empresa.
 
Sem sua participação, os recursos da produção continuam como recursos e nunca se transformam em produção”), orgulhava-se de ter implantado o programa Seis Sigma, que objetiva obter melhorias na qualidade e é, essencialmente, uma inovação em gestão que facilita a ação da liderança. Este é apenas um entre muitos bons exemplos da dobradinha cabeça-de-área liderança–gestão. Há alguns anos surgiu a pergunta: é possível ensinar liderança a um gerente de perfi l técnico? A resposta dos especialistas foi um sonoro “sim”.
 
Esta é uma ótima notícia para você, que só pode ser melhor se a força da liderança estiver a serviço da inteligência da gestão. Mais uma vez, citando Drucker, o que sempre é uma garantia de consistência: “A administração será, cada vez mais, a disciplina e a prática pelas quais as lideranças vão readquirir seu reconhecimento, impacto e relevância”. O líder sabe o “porquê” e o gestor sabe “como”. Juntas, essas duas qualidades podem conquistar o mundo. Separadas, correm o risco de não chegar até a próxima esquina.
 
Texto publicado sob licença da revista Você s/a, Editora Abril.
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